Lentes para óculos de grau

Escrito Por: Publicado em: ROOT Data de Criação: 25/07/2018 Acessos: 132 Comentários: 0

Existem diferentes tipos de lentes para óculos de grau. Veja quais são e como escolher as suas

Você consultou seu oftalmologista e teve a notícia que vai precisar usar óculos ou teve um aumento no grau? Quando isso acontece, vem sempre à mente toda aquela preocupação com o modelo perfeito para o seu rosto, não é mesmo?

 

 

E quanto às lentes para óculos de grau? Sabia que escolhê-las observando algumas características pode ser fundamental para a melhor adaptação e conforto?

Pois é! É importante lembrar que as lentes devem ser escolhidas considerando três principais critérios: o material utilizado, o valor dióptrico e também o tipo de foco necessário.

É por esse motivo que criamos este conteúdo, para que você possa saber tudo sobre os tipos de lentes para os óculos de grau. Vamos começar falando sobre as principais características e, por fim, sobre os principais produtos existentes no mercado. Confira a seguir.

 

 

 

Saiba escolher o material de fabricação das lentes

Existem as lentes com versões em vidro — inorgânicas — e as acrílicas, também conhecidas como orgânicas. As lentes acrílicas são as mais procuradas devido a sua leveza e durabilidade, se comparadas à versão em vidro, que são mais pesadas e frágeis.

Temos que lembrar também que as lentes acrílicas apresentam uma excelente qualidade visual. Mas isso não significa que as lentes de vidro são uma opção ruim, pelo contrário, elas também são ótimas. Essa é uma questão de preferência.

 

 

 

Entenda mais sobre os tipos de foco

As lentes são divididas em três grupos quando relacionadas a foco: monofocais, bifocais e multifocais — ou progressivas, como também são conhecidas.

As monofocais são apenas para um campo de visão. Já as bifocais permitem enxergar tanto de perto como de longe, por exemplo, pois possuem dois campos de visão.

Já as multifocais, permitem que você enxergue de longe, a uma distância moderada e perto, oferecendo uma visão completamente limpa e sem interrupções do foco. É a opção ideal para muitos casos, devido a sua praticidade.

 

 

 

Descubra o que é valor dióptrico

Aqui, é necessário considerar, antes de tudo, o motivo para a necessidade da correção. Existem as lentes negativas e as positivas, sendo a primeira indicada para os casos de miopia e a segunda, para hipermetropia e astigmatismo.

As lentes negativas são mais grossas nas bordas e as positivas são mais grossas no centro. Falaremos com detalhes deste assunto logo adiante.

 

 

 

Conheça os tipos de lentes para óculos de grau

Agora que você já sabe os tipos de materiais e outras características que podem ser encontradas nas lentes para óculos de grau, finalmente, vamos ao ponto principal deste texto: os principais tipos de produtos que poderão ser receitados quando for constatada a necessidade de usar óculos.

  • Lentes convergentes

As lentes convergentes podem ser utilizadas de duas formas, em óculos de grau ou por meio de lentes de contato, que são colocadas diretamente nos olhos. Elas são opções necessárias para a correção de hipermetropia.

A boa notícia é que — em alguns casos — é possível realizar uma cirurgia para a correção da hipermetropia. A má notícia é que não é um investimento muito barato e, mais uma vez, a opção mais acessível é a aquisição de óculos ou lentes de contato. Para escolher entre um ou outro, é preciso considerar diversos fatores, mas o principal deles é realmente a comodidade do usuário.

  • Lentes divergentes

São utilizadas para correção da visão de pessoas diagnosticadas com miopia, ou seja, para aqueles que não conseguem enxergar bem de longe, mas que podem identificar normalmente coisas que estão por perto.

Se, ao tentar observar algo que está longe de seu campo de visão, notar que há alguma dificuldade, distorção ou uma espécie de borrão que está impedindo você de enxergar, possivelmente terá que usar uma lente dessas, seja em uma armação de óculos, seja na forma de lentes de contato.

  • A famosa “lente fundo de garrafa

Esse tipo de lente é o grande medo de todo aspirante ao uso de óculos, contudo o que muitos não sabem é que as famosas “fundo de garrafa” são uma realidade distante para àqueles que foram diagnosticados com um grau mais alto de miopia, por exemplo.

Falando tecnicamente, lentes “fundo de garrafa” são mais grossas por terem um formato esférico, que necessitam de uma maior distorção da luz para corrigir a sua visão.

Hoje em dia, a tecnologia na produção de lentes para óculos de grau está muito avançada e, com o uso do acrílico, foi possível criar as lentes asféricas, que são bem mais finas e que fazem o mesmo trabalho das lentes grossas, que eram usadas em um passado distante — mas que ainda são uma opção.

Não se preocupe, lentes acrílicas não são caras e seu preço é acessível para qualquer pessoa, portanto, pode respirar fundo e ficar em paz. Você poderá enxergar melhor e ficar elegante ao mesmo tempo com seus óculos novos sem medo!

 

 

 

Veja outras características das lentes

Pontos importantes para se levar em conta também: seu dia é agitado? É praticante de esportes? As lentes antiabrasivas são mais resistentes e protegidas contra pequenos riscos, que podem ser causados por impactos.

As antirreflexos são ideais para quem dirige muito ou ficam muito em frente ao computador ou telas eletrônicas em geral.

Para os que trabalham o dia todo em frente ao computador, é importante saber que também existem as lentes “vídeo-filter”, que estão em alta devido ao imenso conforto para quem passa muito tempo com celular, computador, tablets e outros equipamentos tecnológicos que emitem muita luminosidade e tendem a cansar a vista do usuário.

Agora que você já conhece bastante sobre os tipos de lentes para óculos de grau, que tal procurar um oftalmologista e ver qual destas ele vai indicar, hein? Lembre-se, a opinião de um profissional é essencial para a saúde dos seus olhos!

 

 

 

 

DICAS DE VISÃO

O PAPEL DA LUZ NO SEU DIA A DIA

A luz tem um papel crucial para a saúde humana, além de ser essencial para o funcionamento da visão, ela traz dicotomia ao olho, fornecendo ao mesmo tempo luz benéfica e prejudicial.

Existem luzes que são visíveis a olho nu, e luzes que não são visíveis1. A principal fonte de luz é o sol, seguido das fontes de luz artificais como lâmpadas, aparelhos eletrônicos e outras fontes. Parte do espectro de luz emitido pelo sol e pelas luzes artificiais é nocivo aos olhos, por isso, com o aumento da expectativa de vida, os olhos estão continuamente mais expostos à essas luzes nocivas2. Os raios UV e a luz azul são parte da luz que atingem os olhos:

A luz ultravioleta: é a parte da luz invisível que atinge os olhos, é uma fonte constante de dano aos olhos em potencial, independente das condições climáticas. A exposição ocorre diretamente dos raios do sol, entretanto mais de 50% da radiação UV que atinge os olhos é indireta, vindo de dispersão e reflexão por nuvens3. O olho é um órgão frágil, a exposição a estes raios afeta todas as estruturas oculares, pois eles penetram nos olhos em profundidades diferentes, podendo causar doenças como tumor de pálpebra, pterígio, ceratite ocular e a catarata. A catarata é uma doença ocular que tem como principal causa a exposição aos raios UV, isso acontece devido ao cristalino não ter a capacidade de substituir as células danificadas pelos raios UV, se tornando opaco com o passar dos anos.

A luz azul, também conhecida como luz visível, é em grande parte emitida ao ar livre pelo sol, mas também é encontrada em ambientes fechados em diodos emissores de luz (LEDs) “frios” presentes nos sistemas de iluminação da maioria das telas e lâmpadas. É dividida em duas partes: inclui tanto radiações azul-violeta prejudiciais (415-455nm) que podem danificar a retina, quanto ondas de luz azul-turquesa benéficas (465-495nm) e essenciais para funcionamento fisiológico normal durante o dia (funções de ritmo biológico).

  • A luz azul turquesa é essencial para funções visuais e não visuais. É responsável pela sincronização do relógio biológico humano4. Diversas funções fisiológicas trabalham de acordo com o relógio biológico, que age como um maestro de orquestra, permitindo a expressão das atividades fisiológicas no momento certo: estado de alerta, desempenho cognitivo, memória, temperatura do corpo, pressão sanguínea, sono, humor, entre outras5.

  • A luz azul violeta é a parte nociva da luz azul, correspondendo a energia mais alta da luz visível, e tem sido associada a diversos problemas oculares como: fadiga visual, olho seco, ofuscamento e danos na células da retina6. Estudos in vitro relacionaram a exposição prolongada à luz azul violeta a vários tipos de danos à retina, devido a processos oxidativos e à geração de radicais livres7. A exposição cumulativa à luz azul violeta tem efeito duplo: aumenta a produção de lipofuscina, que se acumula nas células retinianas com a idade. O acúmulo de lipofuscina nas células da retina pode contribuir para o aparecimento de drusas, que são responsáveis pela DMRI8, 9.

Frequentemente somos atingidos por várias luzes nocivas ao mesmo tempo. Além do sol, o uso generalizado de dispositivos móveis (celular, tablet, computador, etc.) oferecem, por um lado, inúmeros benefícios, porém, levaram ao aumento de uma variedade de novos problemas visuais. Estudos apontam que com o envelhecimento da população, a ocorrência de casos de problemas visuais como a catarata e Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) vai dobrar em 30 anos10. Estima-se que em 2020, 317 milhões casos de catarata e 121 milhões de casos de DMRI:

Até os 10 anos de idade, os olhos ficam superexpostos à luz nociva, pois o cristalino e a córnea são sensíveis à luz nociva11, porém é a partir dos 40 anos que aumentam os riscos de doenças oculares, quando inicia o envelhecimento gradual dos olhos, com o aparecimento da presbiopia (vista cansada). Os níveis de antioxidantes presentes no olho diminui, enquanto a sensibilidade das células retinianas à luz nociva aumenta12. Existem outros fatores de risco que também precipitam a ocorrência de doenças oculares como genética, tabagismo, dieta, entre outros.

 

 

O melhor design de lente multifocal, com proteção contra luzes nocivas integrado à lente. Ótima performance visual a qualquer distância com visão protegida a longo prazo.

 

 

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